A prevalência dos sorotipos circulantes do vírus da dengue no estado do Piauí no ano de 2011 a 2013

Kelly Maria Rego da Silva, Jessica de Sousa Castelo Branco Campos, Samara Wanessa Cardoso Silva, Tacyana Pires de Carvalho Costa

Resumo


A dengue é uma doença febril aguda reemergente de maior relevância mundial, causada por um arbovírus, pertencente à família Flaviviridae (gênero Flavivirus) e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti ou albopictus, agrupados em quatros sorotipos distintos: DENV-1; DENV-2; DENV-3 e DENV-4. A doença pode-se manifestar clinicamente como febre do dengue (FD) ou dengue clássica, febre hemorrágica do dengue (FHD), e síndrome do choque do dengue (SCD). O presente trabalho teve como objetivo descrever a prevalência dos sorotipos circulantes do vírus da dengue no Estado do Piauí no ano de 2011 a 2013, com base na quantificação do número desses sorotipos. Trata-se de uma pesquisa descritiva quantitativa, onde foram coletados dados do Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Costa Alvarenga (LACEN) do qual utiliza o sistema GAL. As análises foram feitas a partir dos resultados coletados e apresentados por meio de gráficos, desenvolvidos no programa Excel 2010 e Microsoft Word 2010. Os resultados mostraram que os sorotipos circulantes foram o DENV 1 e DENV 4, com o predomínio deste. Fazendo um comparativo entre os anos em análise, podemos analisar que os primeiros trimestres tiveram o maior número de incidência, por estar relacionado ao período de maior pluviosidade no Piauí.


Texto completo:

PDF

Referências


ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA. Dengue deixa o país em alerta. Imprenssa por Correio Braziliense - Saúde. Disponível em: <77 http://www.apm.org.br/noticias-conteudo.aspx?id=9139>. Acesso em: 22/08/2013.

BALMASEDA, A., et al. Serotype-Specific diferences in clinical manifestations of dengue. The American Journal Tropical Medicine and Hygiene, v. 74, p. 449-456, 2006.

BARKHAM, T. M., et al. The performance of RT-PCR compared with a rapid serological assay for acute dengue fever in a diagnostic laboratory. R. Soc. Of Trop. Med. and Hyg, v. 100, p. 142-148, 2006.

BARTH, O. M. Atlas of dengue viruses morphology and morphogesis/ Ortrud Monika Barth. – Rio de Janeiro, 2010.

BRAGA, I. A.; VALLE, D. Aedes aegypti: histórico do controle no Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 12, n. 2, p. 113-118, 2007.

BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Dengue: aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento / Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde. – Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2002

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica, 2005.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Controle da Dengue, 2010a. Disponível em: . Acesso em: 22/08/2013.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. ed. rev. Dengue: p.129-136. Brasília-DF, 2010b.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Dengue/Departamento de Vigilância Epidemiológica/Coordenação-Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue. Nota Técnica 118. Brasília – DF, 2010c.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Cartilha da Dengue, Brasília, 2010d. Disponível em: . Acesso em: 23/08/2013.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Informe epidemiológico da dengue. Análise de situações e tendências. Brasília, DF, 2010e. Disponível em: . Acesso em: 22/08/2013.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria Técnica de Gestão. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. 4. ed. Brasília, 2013.

CÂMARA, F. P., et al. Regional and Dynamics Characteristics of Dengue in Brazil: a retrospective study. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, n. 40, p. 192-196, 2007

CHADWICK, D., et al. Distinguishing dengue fever from other infections on the basis of simple clinical and laboratory features: Application of logistic regression analysis. Journal of Clinics Virology. v. 35, p.147-153, 2006.

CLEMONS, A., et al. Aedes aegypty: an emerging model for vector mosquito development. Cold Spring Harbor protocols, p. 1-17, 2010.

CUNHA, M. C. M., et al. Fatores associados à infecção pelo vírus do dengue no Município de Belo Horizonte-MG, Brasil: características individuais e diferenças intra-urbanas. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 13, n, 3, p. 217-230, 2008.

DE PAULA, S. O.; FONSECA, B. A. L. Optimizing dengue diagnosis by RT-PCR in IgM-positive samples: comparison of whole blood, bluffy-coat and serum as clinical samples. Journal of Virology Met., v.102, p.113-117, 2002.

DE PAULA, S. O.; FONSECA, B. A. L. Dengue: a review of the laboratory tests a clinician must know to achieve a correct diagnosis. The Brazilian Journal of Infectious Diseases, Salvador, v. 8, n. 6, p. 390-398, 2004.

DUTRA, N. R., et al. The laboratorial diagnosis of dengue: applications and implications. Journal of Global Infectious Diseases, Florida, v. 1, p. 38-44, 2010.

FERREIRA, M. L. B., et al. Neurological Manifestations of Dengue: study of 41 cases. Arquivos de Neuropsiquiatria, v. 63, p. 488-493, 2005.

FORATTINI, O.P. Culicidologia médica: identificação, biologia e epidemiologia. São Paulo: Edusp, v. 2, 2002.

GALLI, B.; FRANCISCO NETO, C. Modelo de risco tempo-espacial para identificação de áreas de risco para ocorrência de dengue. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 42, n. 4, 2008. Disponível em: . Acesso em: 23/08/2013.

GOIAS. Secretaria Estadual de Saúde. Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN-GO). Nota Técnica 01/2012. Instrução para coleta, armazenamento e transporte de material para isolamento viral – DENGUE, 2012.

GONÇALVES NETO, V.S.; REBÊLO, J.M.M. Aspectos epidemiológicos do dengue no município de São Luis, Maranhão, Brasil, 1997-2002. Cad Saúde Pública, v. 20, p. 1424-1431, 2004.

GUBLER, D. J. Epidemic dengue/ dengue hemorrhagic fever as a public health, social and economic problem in the 21st century. TRENDS in Microbiology, Cambridge, v. 10, n. 2, p. 100-103, 2002.

GUZMAN, A.; ISTÚRIZ, R. E. Update on the global spread of dengue. International Jounal of Antimicrobial Agents, Amsterdã, v. 36, sup. 1, p. 40-42. nov. 2010.

GUZMÁN, M. G.; KOURI, G. Dengue diagnosis, advances and challenges. International Journal of Infectious diseases, Hamilton, v. 8, p. 69-80, 2004.

GUZMAN, M. G., et al. Dengue: a continuing global threat. Nature Reviews Micobiology, London, v. 8, n. 12, p. S7-S16, 2010.

HALSTEAD, S. B. Antibodies determine virulence in dengue. Annals of the New York Academy of Sciences. 1171:E48-E56, 2009.

INSTITUTO ADOLFO LUTZ – IAL. Identificação do sorotipo DENV 4. GVE 29 – São José do Rio Preto, municípios de São José do Rio Preto e Paulo de Faria/São Paulo/Brasil. Informe Técnico 05/05/2011. Disponível em: . Acesso em: 26/08/2013.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2010. Disponível em:< http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=pi >. Acesso em: 20/03/2014.

JANSEN, C. C.; BEEBE, N. W. The dengue vector Aedes aegypti what comes next. Microbes and infection, v. 12, n.4, p. 272-279, 2010.

KAO, C., et al. Laboratory diagnosis of dengue virus infection: current and future perspectives in clinical diagnosis and public health. Journal of Microbiology, Immunology and Infection, Taipei, v. 38, n. 1, p. 5-16, 2005.

KEATING, J. An inestigation into the cyclical incidence of dengue fever. Soc Sci Med, v. 53, p. 1587-1597, 2001.

LEÃO, R. N. Q., et al. Isolation of dengue 2 virus from a patient with central nervous system involvement (transverse myelitis). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 35, p. 401-404, 2002.

LUNA, C. F., et al. Inquérito domiciliar de base-populacional de prevalência da infecção pelo vírus do dengue em três áreas do Recife. Em: Anais do VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, 2008, Porto Alegre-RS. Rio de Janeiro: Abrasco, 2008. Disponível em: . Acesso em: 26/08/2013.

MELO, P. R. S., et al. The Dynamics of Dengue Virus Serotype 3 Introduction and Dispersion in the State of Bahia, Brazil. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, v.102, p. 905-912, 2007.

MONTEIRO, E.S.C., et al. Aspectos epidemiológicos e vetoriais da dengue na cidade de Teresina, Piauí – Brasil, 2002 a 2006. Epidemiol Serv Saúde, v. 18, n. 4, p. 365-374, 2009.

NARVAEZ F., et al. Evaluation of the Traditional and Revised WHO Classifications of Dengue Diasease Severity. PLos Negl Trop Dis, v. 5, n. 11, el 1397. Doi: 10.1371/jornal. pntd. 0001397. 2011. Disponível em: . Acesso em: 28/08/2013.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Dengue and dengue hemorrhagic fever. Fact sheet, n. 117. Geneva, 2009. Disponível em: . Acesso em: 12/09/2013.

PEELING, R. W. et al. Evaluation of diagnostic tests: dengue. Nature Reviews Microbiology, London, v. 8, n. 12, p. S30-S38, 2010.

PESSANHA, J. E. M. et al. Dengue em três distritos sanitários de Belo Horizonte, Brasil: inquérito soroepidemiológico de base populacional, 2006 a 2007. Pan American Journal of Public Health, Washington, v. 27, n. 4, p. 252-258, 2010.

PIAUÍ. Secretaria Estadual de Saúde. Plano de Contingência da Dengue do Estado do Piauí – 2010/2011. Teresina-PI, 2010.

PIAUÍ. Secretaria Estadual de Saúde. Sesapi divulga novos dados sobre a incidência da Dengue; Castelo tem 141 casos, 2012. Disponível em: . Acesso em: 28/08/2013.

PIAUÍ. Plano de contingência da dengue estado do Piaui – 2013/2015. Secretaria Estadual de Saúde do Piauí. Gerência de vigilância em saúde. Coordenação de vigilância em saúde ambiental, 2013.

PIAUÍ. Secretaria Estadual de Saúde. Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN-PI). Manual de Coleta, rev 2, 69p, 2013.

PORTAL PIAUÍ NOTÍCIAS. Confirmado primeiro caso de dengue tipo 4 no Piauí. Disponível em: . Acesso em: 21/03/2013.

QUINTERO, G. D. C.; BENÍTEZ, J. E. O.; MARTÍNEZ, G. M. Competencia vectorial: consideraciones entomoógicas y su influencia sobre la epidemiologia del Dengue. Latreia Revista Médica da Universidad de Antioquia, v. 23, n. 2, jun. 2010.

RIBEIRO, P. C.; SOUSA, D. C.; ARAUJO, T. M. E. Perfil clínico-epidemiológico dos casos suspeitos de Dengue em um bairro da zona sul de Teresina, PI, Brasil. Rev. bras. enferm., Brasília, v.61, n.2, abr. 2008. Disponível em:. Acesso em: 30/08/2013.

ROSS, T. M. Dengue virus. Clinics in Laboratory Medicine, Philadelphia, v. 30, p. 149-160, 2010.

SANTOS, N. Q., et al. Guillain-Barré syndrome in the couse of dengue. Arquivos de Neuropsiquiatria, v. 62, p. 144-146, 2004.

SILVA, M. O. Filogenia e Caracterização Genética do Vírus Dengue 2 Circulante no Brasil. Belém-Pa, 2010.

SIQUEIRA, J. B., et al. Household survey of dengue infection in Central Brasil: spatial point pattern analysis and risk factors assessment. Am J Trop Med Hyg, v. 71, n. 5, p. 646-651, 2004

SOUZA, L. J., et al. Hemorrhagic Encephalopathy in Dengue shock Syndrome: A Case Report. Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 9, p. 257-261, 2005.

SHU, P. Y.; HUANG, J. H. Current advances in dengue diagnosis. Clinical and Vaccine Immunology. v. 11, n. 4, p. 642 – 50, 2004.

TEIXEIRA, M.G, et al. Epidemiologia da dengue em Salvador – Bahia, 1995 – 1999. Rev Soc Bras Med Trop, v. 34, p. 269-274, 2001.

TEIXEIRA, M. G., et al. Dinâmica de circulação do vírus da dengue em uma área metropolitana do Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 12, n. 2, p. 87-97, 2003.

TEIXEIRA, M. G, et al. Dengue and dengue hemorrhagic fever epidemics in Brazil: what research is needed based on trends, surveillance, and control experiences?. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 21, n. 5, p. 1307-1315, set./out. 2005.

TEIXEIRA, M. G, et al. Dengue: Twenty-five years since reemergence in Brazil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, sup. 1. p. 7-18, 2009.

TELES, F. R. R.; PRAZERES, D. M. F.; LIMA-FILHO, J. L. Trends in dengue diagnostics. Reviews in Medical Virology, Chichester, v. 15, p. 287-302, 2005.

THOMAS, J. R.; NELSON, J. K.; SILVERMAN, S. J. Métodos de Pesquisa em Atividade Física. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

TORRES, E. M. Dengue. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005.

TRALDI, M. C.; DIAS, R. Monografia Passo a Passo. Campinas: Alínea, p. 35, 2011.

WEAVER, S. C; VASILAKIS, N. Molecular evolution of dengue viruses: contributions of phylogenetics to understanding the history and epidemiology of the preeminent arboviral disease. Infection, Genetics and Evolution. v. 9, n. 4, p. 523-540, 2009.

WIKRAMARATNA, P. S., et al . The Effects of Tertiary and Quaternary Infections on the Epidemiology of Dengue. PloS one. v. 5, n. 8, p. 12347, 2010.

WHO. World Health Organization. Dengue and Dengue Haemorrhagic Fever.

Fact Sheet, n. 117, march. 2009.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.