Perfil epidemiológico dos casos de coqueluche no Piauí no período de 2010 a 2015

Illoma Rossany Lima Leite, Lucas Melo Guimarães, Augusto César Evelin Rodrigues, Camila de Sousa Almeida Araújo, Iara Santos Silva, Leticia Maria de Carvalho Neves

Resumo


RESUMO

OBJETIVO: O objetivo desse trabalho foi verificar a epidemiologia dos casos de coqueluche do Piauí. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica quantitativa, descritiva e retrospectiva. Utilizou-se a base de dados, do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), sobre  coqueluche, relativo ao período de 2010 a 2015 no Piauí. RESULTADOS: A amostra foi constituída por 788 casos notificados, maioria do sexo feminino (53,5%), com predomínio em menores de um ano (51,0%), seguido pela faixa etária de 1 a 4 anos (16,1%). Quanto ao número de casos por ano, observou-se um aumento do número de casos, com destaque para os anos de 2014 e 2015, que possuíram registro de 406 (51,5%) e 222 (28,2%) dos casos, respectivamente. Com relação ao critério de confirmação/descarte, destacam-se 529 casos (67,1%) com diagnósticos clínicos, 129 casos por critério laboratorial e 75 casos por critério clínico-epidemiológico. Quanto a evolução 80,2% evoluíram para a cura, e 5 casos (0,6%) foram a óbito. CONCLUSÃO: A ocorrência de coqueluche no Piauí apresenta uma tendência de crescimento no número de casos no decorrer dos anos estudados. Quanto menor a cobertura vacinal, maior foi o número notificações da doença. Logo, a vacinação continua sendo a melhor forma de prevenção.

Palavras-chave: Coqueluche. Vacina contra coqueluche. Epidemiologia.

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Referências


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